Para os pesquisadores da personalidade humana, a baixa autoestima e a auto-imagem negativa, que podem surgir a partir das experiências más e dos desequilíbrios de valor e aceitação de si, podem impactar na saúde psicológica do indivíduo, acarretando depressão, crise de ansiedade, síndrome do pânico, neuroses, excessiva timidez e vergonha ou outros transtornos psicológicos.

Quais são as principais características da autoestima?
• Trata-se de um sentimento aprendido e desenvolvido ao longo da vida da pessoa;
• Resulta de todo o reforço positivo social aos comportamentos do indivíduo;
• Baseia-se num conjunto de crenças, perceções, avaliações e pensamentos que a pessoa tem sobre ela mesma, de acordo com suas experiências;
• Ocorre através de relações interpessoais, onde a própria pessoa é reconhecida como reforçadora, não só os seus comportamentos;
• É um sentimento que passa a ser mantido e desenvolvido pela própria pessoa, ao aprender com o outro o auto-reconhecimento e ao ver os seus comportamentos sendo reforçados positivamente;
• É um sentimento que se desenvolve quando os pais priorizam o filho e não os comportamentos dele; independentemente, desses comportamentos terem um reforço positivo ou não;
• A autoestima desenvolve-se a partir de situações sociais reforçadoras positivas harmónicas, sendo que punições ou atitudes coercitivas não colaboram para isso;
• Possibilita a pessoa sentir-se amada, aceita, podendo expor a sua criatividade e iniciativas, diante dos reforços positivos dos pais e familiares.
• Entre outros.

É muito importante que a pessoa se sinta amada pelo outro, pois assim, aprenderá a amar-se a si mesma. Emergirá o auto-reconhecimento e a diferenciação de outras pessoas, o que lhe trará mais independência.
A pessoa com boa autoestima, então, aprende a exercitar o auto-reconhecimento, com situações reforçadoras dela mesma.

Deixamos aqui uma lista de possíveis sinais de problemas com a autoestima:
• Falta de confiança em si mesmo;
• Medo de expressar as suas opiniões, desejos e sentimentos, e ser rejeitado;
• Não se sente feliz;
• Não se sente digno das coisas boas da vida;
• Necessita o tempo todo de aprovação do outro;
• Não consegue tomar iniciativas;
• Na maior parte das vezes, não está feliz com o que faz, achando que poderia ter feito melhor;
• Vê superioridade nos outros, menosprezando-se a si mesmo, ou querendo ser como o outro;
• Apresenta dificuldade em dizer “não”;
• Sente-se tenso na maior parte do tempo;
• Não consegue colocar limites;
• Foca-se nas suas fraquezas, esquecendo de ver quais são as suas forças;
• Tem a sensação que os outros o avaliam o tempo todo em situações sociais;
• Apresenta, frequentemente, o sentimento de culpa;
• Não se sente atraente ou bonito;
• Muitas vezes, inveja a vida do outro;
• Acha difícil contribuir com o outro ou em alguma experiência;
• Entre outros.
Como aumentar a autoestima?
Primeiro, vamos listar as orientações do pesquisador Coopersmith, que se direcionam a crianças e pais:
• Aceitação total dos seus pensamentos, sentimentos e valores pessoais;
• Deixar os limites claramente definidos para as crianças, desde que sejam justos e não opressores;
• Os pais não devem usar de autoritaridade e violência para controlar e manipular a criança, como também, não devem humilhar ou ridicularizá-la;
• Os pais precisam ter um alto nível de autoestima, já que são os exemplos vivos para seus filhos aprenderem.
Agora, vamos às dicas para elevar a autoestima, que são direcionadas a todos:
• Procurar o autoconhecimento, pois favorece o entendimento e a identificação dos sentimentos e emoções, positivas e negativas, que você sente;
• Gostar de si mesmo totalmente, reconhecendo todos os aspectos bons e não tão bons que fazem parte de si, ou seja, ser quem você é;
• Valorizar-se sempre, como se desse uma nota numérica a si mesmo, diante das tarefas e atividades que executa, seja no trabalho, na vida pessoal, com os familiares e amigos etc;
• Não exigir de si mesmo a perfeição, porque ninguém é perfeito;
• Respeitar e colocar a sua vontade, porque o sentimento de liberdade vai-lhe fazer bem, assim como, deixará a outra pessoa livre também para colocar as vontades dela;
• Buscar o autoconhecimento e o reconhecimento do outro, assim como, identificar as suas qualidades, não apenas os seus defeitos, realçando as características positivas para lhe impulsionar às ações;
• Dedicar-se a atividades prazerosas onde o seu desempenho possa ser valorizado, o que irá lhe fortalecer;
• Desenvolver a autoconfiança, executando aquilo a que se propôs, seja qual for a tarefa, de modo que lhe favoreça a autoestima e lhe traga confiança;
• Acreditar em si mesmo, sabendo onde quer chegar, qual é o seu propósito e que vai chegar lá;
• Ampliar a autodeterminação, fazendo um planeamento, organizando-se de forma a segui-lo com disciplina até concluir o que se determinou, de forma a ter força, bem-estar e alegria;
• Parar de se depreciar, de não se respeitar e de não se dar a devida importância;
• Pensar de forma positiva vendo o bom de toda e qualquer situação, mesmo a não tão agradáveis, porque em todas as dificuldades, os desafios se apresentam para nos ensinar algo;
• Deixar de se comparar com os outros e ser você mesmo, acreditando nas suas potencialidades;
• Definir metas realistas para que lhe cause ansiedade e sentimento de não capacidade;
• Cuidar da sua aparência, para que se sinta bem consigo mesmo, para que goste de si e transmita esse sentimento aos outros;
• Apresentar-se com uma postura ereta e confiante, olhar as pessoas nos olhos e projetar a sua voz de modo que todos o entendam;
• Perdoar-se de qualquer sentimento ou atitude que possa estar lhe impedindo de viver quem você é e de ser feliz em sua totalidade;
• Lembrar-se que você é a pessoa mais importante no mundo!
• Procurar ajuda de um profissional.

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