Sistema endócrino - A glândula pâncreas
Pâncreas
5. A GLÂNDULA PÂNCREAS
O pâncreas é uma glândula em forma de folha, com aproximadamente 12,5 centímetros de comprimento. Ele é circundado pela borda inferior do estômago e pela parede do duodeno (a primeira porção do intestino delgado que se conecta ao estômago). Possui duas funções principais: a secreção de um líquido que contém enzimas digestivas para o interior do duodeno e a secreção dos hormônios insulina e glucagon, os quais são necessários para metabolizar o açúcar para a corrente sangüínea.
Esse órgão também secreta grandes quantidades de bicarbonato de sódio para o duodeno, o qual neutraliza o ácido proveniente do estômago. Essa secreção de bicarbonato de sódio flui através de um ducto coletor que avança ao longo do centro do pâncreas [ducto pancreático).
Em seguida, esse ducto une-se ao ducto biliar comum (proveniente da vesícula biliar e do fígado) para formar a ampola de Vater, a qual desemboca no duodeno.
Do grego, págkreas, todo carnoso, produz 2 hormônios: insulina e glucagon.
Eles diminuem e aumentam respectivamente o nível de glicose no sangue para mantê-lo dentro dos limites normais. Quando há deficiência de insulina, a glicose é eliminada pelos rins sem aproveitamento, ocasionando o diabetes.
O glucagon provoca hiperglicemia [aumento de glicose no sangue), diminui a motilidade intestinal e a secreção gástrica, aumentando a excreção renal.
Esta glândula pode ser atingida por inflamação (pancreatite), por tumores, cálculos, cistos e pseudocistos (bolsas líquidas, geralmente conseqüentes a traumatismo). Algumas dessas alterações desempenham importante papel na gênese do diabetes.
Esse órgão também secreta grandes quantidades de bicarbonato de sódio para o duodeno, o qual neutraliza o ácido proveniente do estômago. Essa secreção de bicarbonato de sódio flui através de um ducto coletor que avança ao longo do centro do pâncreas [ducto pancreático).
Em seguida, esse ducto une-se ao ducto biliar comum (proveniente da vesícula biliar e do fígado) para formar a ampola de Vater, a qual desemboca no duodeno.
Do grego, págkreas, todo carnoso, produz 2 hormônios: insulina e glucagon.
Eles diminuem e aumentam respectivamente o nível de glicose no sangue para mantê-lo dentro dos limites normais. Quando há deficiência de insulina, a glicose é eliminada pelos rins sem aproveitamento, ocasionando o diabetes.
O glucagon provoca hiperglicemia [aumento de glicose no sangue), diminui a motilidade intestinal e a secreção gástrica, aumentando a excreção renal.
Esta glândula pode ser atingida por inflamação (pancreatite), por tumores, cálculos, cistos e pseudocistos (bolsas líquidas, geralmente conseqüentes a traumatismo). Algumas dessas alterações desempenham importante papel na gênese do diabetes.
5.1 PÂNCREAS E DIABETES
A deficiência de produção e/ou da ação da insulina provoca uma doença chamada Diabetes
Mellitus. Esse distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências, tanto quando surge rapidamente, como quando se instala lentamente.
O Diabetes Mellitus (DM) apresenta duas formas clínicas:
1 - Diabetes Mellitus tipo I - Ocasionado pela destruição das células beta do pâncreas, produtoras de insulina. Em geral, ocorre em função de um processo auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina. Aparece na infância e adolescência.
2 - Diabetes Mellitus tipo II - Provocado predominantemente por um estado de resistência à
ação da insulina, associado a uma relativa deficiência de sua secreção. É mais freqüente surgir depois dos 40 anos de idade.
Infelizmente, nada se sabe ainda sobre a causa da DM do tipo II, que representa 90% dos casos da doença. Entretanto, parece que as pessoas com predisposição genética, os obesos e aquelas que levam vida sedentária e estressada são as mais suscetíveis.
A incidência de diabetes no mundo todo vem aumentando. Estima-se que o número de pessoas atingidas passe de 90 milhões, constatados em 1994, para 210 milhões até 2010.
Evidentemente, um dos motivos para esse aumento é o próprio aumento da expectativa de vida. Mas, outra causa que tem merecido destaque entre os pesquisadores é a mudança no estilo de vida. Se a pessoa faz poucos exercícios físicos, leva uma vida sedentária, estressante e consome alimentação gordurosa, rica em açúcar, refrigerantes, aumentando assim a obesidade, ela apresenta maior risco de incidência de diabetes.
Embora as causas da DM sejam obscuras, o que se sabe, com certeza, é o fato de existirem alguns "gatilhos" que desencadeiam as crises. O principal desses gatilhos é o estresse contínuo, estado em que as glândulas supra-renais liberam superdoses de adrenalina. Este hormônio, além de acelerar o coração, tem a capacidade de liberar no sangue a glicose estocada no fígado e nos músculos. Esse processo se chama gliconeogênese.
Para compensar a liberação aumentada de glicose produzida pela gliconeogênese, o pâncreas se esforça em produzir quantidades extras de insulina. Se esse esforço pancreático não for suficiente para reduzir ao normal os níveis aumentados de glicose pelo estresse ou, pior, se o pâncreas chegar a se esgotar, o resultado é o surgimento ou agravamento do diabetes.
É também algo mais ou menos semelhante o que ocorre na obesidade. Quanto mais obesa e pesada a pessoa for, maior é a quantidade de insulina necessária, levando o pâncreas à fadiga. Certas infecções também funcionam como gatilho para o diabetes, assim como alguns casos de mulheres grávidas.
Mellitus. Esse distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências, tanto quando surge rapidamente, como quando se instala lentamente.
O Diabetes Mellitus (DM) apresenta duas formas clínicas:
1 - Diabetes Mellitus tipo I - Ocasionado pela destruição das células beta do pâncreas, produtoras de insulina. Em geral, ocorre em função de um processo auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina. Aparece na infância e adolescência.
2 - Diabetes Mellitus tipo II - Provocado predominantemente por um estado de resistência à
ação da insulina, associado a uma relativa deficiência de sua secreção. É mais freqüente surgir depois dos 40 anos de idade.
Infelizmente, nada se sabe ainda sobre a causa da DM do tipo II, que representa 90% dos casos da doença. Entretanto, parece que as pessoas com predisposição genética, os obesos e aquelas que levam vida sedentária e estressada são as mais suscetíveis.
A incidência de diabetes no mundo todo vem aumentando. Estima-se que o número de pessoas atingidas passe de 90 milhões, constatados em 1994, para 210 milhões até 2010.
Evidentemente, um dos motivos para esse aumento é o próprio aumento da expectativa de vida. Mas, outra causa que tem merecido destaque entre os pesquisadores é a mudança no estilo de vida. Se a pessoa faz poucos exercícios físicos, leva uma vida sedentária, estressante e consome alimentação gordurosa, rica em açúcar, refrigerantes, aumentando assim a obesidade, ela apresenta maior risco de incidência de diabetes.
Embora as causas da DM sejam obscuras, o que se sabe, com certeza, é o fato de existirem alguns "gatilhos" que desencadeiam as crises. O principal desses gatilhos é o estresse contínuo, estado em que as glândulas supra-renais liberam superdoses de adrenalina. Este hormônio, além de acelerar o coração, tem a capacidade de liberar no sangue a glicose estocada no fígado e nos músculos. Esse processo se chama gliconeogênese.
Para compensar a liberação aumentada de glicose produzida pela gliconeogênese, o pâncreas se esforça em produzir quantidades extras de insulina. Se esse esforço pancreático não for suficiente para reduzir ao normal os níveis aumentados de glicose pelo estresse ou, pior, se o pâncreas chegar a se esgotar, o resultado é o surgimento ou agravamento do diabetes.
É também algo mais ou menos semelhante o que ocorre na obesidade. Quanto mais obesa e pesada a pessoa for, maior é a quantidade de insulina necessária, levando o pâncreas à fadiga. Certas infecções também funcionam como gatilho para o diabetes, assim como alguns casos de mulheres grávidas.
5.2 DISTÚRBIOS DO PÂNCREAS - PANCREATITE AGUDA
A pancreatite aguda é uma inflamação aguda do pâncreas que pode ser leve ou letal.
Normalmente, o pâncreas secreta suco pancreático através do ducto pancreático ao duodeno.
Esse suco contém enzimas digestivas em uma forma inativa e um inibidor que atua sobre qualquer enzima que é ativada no seu percurso até o duodeno. A obstrução do ducto pancreático (ex: por um cálculo biliar) interrompe o fluxo do suco pancreático. Geralmente, a obstrução é temporária e causa um dano limitado, o qual é logo reparado. Entretanto, quando a obstrução persiste, ocorre um acúmulo de enzimas ativadas no pâncreas, as quais suplantam a capacidade do inibidor e começam a digerir as células do pâncreas, causando uma grave inflamação.
O consumo diário de mais de 120 ml de álcool durante vários anos pode provocar a obstrução do ducto pancreático, desencadeando finalmente a pancreatite aguda. Uma crise de pancreatite pode ser desencadeada por um consumo excessivo de álcool ou por uma refeição copiosa. Existem muitos outros distúrbios que podem causar uma pancreatite aguda.
Normalmente, o pâncreas secreta suco pancreático através do ducto pancreático ao duodeno.
Esse suco contém enzimas digestivas em uma forma inativa e um inibidor que atua sobre qualquer enzima que é ativada no seu percurso até o duodeno. A obstrução do ducto pancreático (ex: por um cálculo biliar) interrompe o fluxo do suco pancreático. Geralmente, a obstrução é temporária e causa um dano limitado, o qual é logo reparado. Entretanto, quando a obstrução persiste, ocorre um acúmulo de enzimas ativadas no pâncreas, as quais suplantam a capacidade do inibidor e começam a digerir as células do pâncreas, causando uma grave inflamação.
O consumo diário de mais de 120 ml de álcool durante vários anos pode provocar a obstrução do ducto pancreático, desencadeando finalmente a pancreatite aguda. Uma crise de pancreatite pode ser desencadeada por um consumo excessivo de álcool ou por uma refeição copiosa. Existem muitos outros distúrbios que podem causar uma pancreatite aguda.
5.3 SINTOMAS
Quase todos os indivíduos com pancreatite aguda apresentam uma dor abdominal intensa.
5.4 PANCREATITE CRÔNICA
A pancreatite crônica é uma inflamação do pâncreas de longa duração. Nos Estados Unidos e no Brasil, a causa mais comum da pancreatite crônica é o alcoolismo. Outras causas incluem uma predisposição hereditária e a obstrução do ducto pancreático resultante da estenose do ducto ou de um câncer pancreático. Em muitos casos, a causa da pancreatite é desconhecida.
Nos países tropicais (ex: Índia, Indonésia e Nigéria), a pancreatite crônica de causa desconhecida em crianças e adultos jovens pode dar origem ao diabetes e a depósitos de cálcio no pâncreas. Os sintomas iniciais são decorrentes do diabetes.
Nos países tropicais (ex: Índia, Indonésia e Nigéria), a pancreatite crônica de causa desconhecida em crianças e adultos jovens pode dar origem ao diabetes e a depósitos de cálcio no pâncreas. Os sintomas iniciais são decorrentes do diabetes.
5.5 SINTOMAS
Os sintomas da pancreatite crônica geralmente se enquadram em dois padrões. Em um deles, o indivíduo apresenta uma dor na região média do abdômen de intensidade variável. No outro, o indivíduo apresenta episódios intermitentes de pancreatite com sintomas semelhantes aos de uma pancreatite aguda leve a moderada. Algumas vezes, a dor é intensa e dura de muitas horas a vários dias. Em ambos os padrões, à medida que a pancreatite crônica evolui, as células que secretam enzimas digestivas são lentamente destruídas e, finalmente, a dor desaparece.
5.6 ADENOCARCINOMA DO PÂNCREAS
O adenocarcinoma do pâncreas é um tumor canceroso que se origina nas células que revestem o ducto pancreático. Aproximadamente 95% dos tumores cancerosos do pâncreas são adenocarcinomas. Esses tumores afetam os homens quase duas vezes mais do que as mulheres e são discretamente mais comuns entre os indivíduos da raça negra. O
adenocarcinoma do pâncreas é duas a três vezes mais comum em tabagistas inveterados. Os indivíduos com pancreatite crônica apresentam um maior risco de apresentá-lo.
Existe uma variabilidade mundial de incidência de câncer de pâncreas. Os dados indicam em cada 100.000 indivíduos nos Estados Unidos, enquanto que no Brasil os dados publicados pelo Ministério da Saúde, em 1991, registraram índices de 7.3 homens e de 4.6 mulheres em 100.000 indivíduos no estado de São Paulo. A doença vem se tornando mais comum nos Estados Unidos com o aumento da expectativa de vida. Raramente o adenocarcinoma do pâncreas ocorre antes dos cinqüenta anos de idade. A média de idade no momento do diagnóstico é de 55 anos. Pouco se sabe sobre a sua causa.
adenocarcinoma do pâncreas é duas a três vezes mais comum em tabagistas inveterados. Os indivíduos com pancreatite crônica apresentam um maior risco de apresentá-lo.
Existe uma variabilidade mundial de incidência de câncer de pâncreas. Os dados indicam em cada 100.000 indivíduos nos Estados Unidos, enquanto que no Brasil os dados publicados pelo Ministério da Saúde, em 1991, registraram índices de 7.3 homens e de 4.6 mulheres em 100.000 indivíduos no estado de São Paulo. A doença vem se tornando mais comum nos Estados Unidos com o aumento da expectativa de vida. Raramente o adenocarcinoma do pâncreas ocorre antes dos cinqüenta anos de idade. A média de idade no momento do diagnóstico é de 55 anos. Pouco se sabe sobre a sua causa.
5.7 SINTOMAS
O adenocarcinoma do pâncreas comumente é assintomático até o tumor tornar-se volumoso.
Por essa razão, no momento do diagnóstico e em 80% dos casos, o tumor já produziu metástases extrapancreáticas, afetando linfonodos próximos, o fígado ou os pulmões.
Por essa razão, no momento do diagnóstico e em 80% dos casos, o tumor já produziu metástases extrapancreáticas, afetando linfonodos próximos, o fígado ou os pulmões.
5.8 GLUCAGONOMA
O glucagonoma é um tumor que produz o hormônio glucagon, o qual eleva o nível de glicose no sangue e produz uma erupção cutânea característica.
EXERCÍCIOS ESPECÍFICOS PARA O PÂNCREAS
EXERCÍCIO 1 [Estimular o Pâncreas]
♦ Estimular essa glândula dando “batidinhas” na região do pâncreas (está localizada a mais ou menos 7 dedos acima do umbigo). É comum sentir um pouco de dor nesta região ao fazer este contato.
EXERCÍCIO 2 [Movimento horizontal sobre o Pâncreas]
♦ Coloque as mãos na região do pâncreas e faça um leve movimento de “ninar”, um movimento horizontal para o lado esquerdo e direito sucessivamente. Os braços ficam dobrados em frente ao pâncreas e as mãos colocadas uma sobre a outra.
♦ Focalize a atenção na glândula e observe as sensações.
♦ Focalize a atenção na glândula e observe as sensações.
EXERCÍCIO 3 [Movimento circular sobre o Pâncreas]
♦ A seguir, faça com as mãos, uma sobre a outra, um movimento circular nesta região. Sinta qual é o movimento que provoca desconforto e qual é mais confortável.
EXERCÍCIO 4 [Movimento para cima e para baixo sobre o Pâncreas]
♦ Sempre com as duas mãos, uma sobre a outra, faça agora um movimento vertical visando estimular essa região.
EXERCÍCIO 5 [Mãos sobre o umbigo e movimento circular]
♦ Pressione as duas mãos, uma sobre a outra, na região do umbigo aplicando um movimento circular.
♦ Coloque as duas mãos sobre o umbigo, escolha qual delas fica em baixo.
♦ Faça um movimento circular nesta região. Relaxe seu abdômen e coloque sua atenção no pâncreas.
♦ Faça com carinho, com amor. Feche os olhos e fique com a sensação criada a partir destes toques.
♦ Coloque as duas mãos sobre o umbigo, escolha qual delas fica em baixo.
♦ Faça um movimento circular nesta região. Relaxe seu abdômen e coloque sua atenção no pâncreas.
♦ Faça com carinho, com amor. Feche os olhos e fique com a sensação criada a partir destes toques.
EXERCÍCIO 6 [Inclinar o corpo para baixo até tocar os dedos do pé]
♦ Com a mão esquerda na cintura vá abaixando gradualmente o tronco até tocar o pé direito com a mão direita. O pé tocado está ligeiramente levantado. Mantenha o calcanhar no chão.
♦ Faça o mesmo invertendo a posição do pé e das de mãos.
♦ Faça o mesmo invertendo a posição do pé e das de mãos.
EXERCÍCIO 7 [Giro com o tronco]
♦ Mantenha os pés unidos e comece um pequeno giro circular com o tronco. Faça para o lado que tiver mais prazer. Procure sentir esta região. Coloque sua atenção no movimento.
♦ Perceba o que ocorre com seu organismo. Mantenha um ritmo na sua respiração.
♦ Perceba o que ocorre com seu organismo. Mantenha um ritmo na sua respiração.
Publicado no site o Grupo
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